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NEWS: AMSTERDÃ, PELO JEITO ITBRANDS DE VIAJAR
Menos roteiros prontos, mais presença

Há algum tempo venho sentindo vontade de viajar diferente. Menos guiada por roteiros fechados, menos comprometida com listas e expectativas externas e mais aberta ao que o destino tem para oferecer quando a gente desacelera. A ida à Amsterdã, a convite da Premier Destinations e do Pulitzer Amsterdam, surgiu exatamente nesse lugar. Uma cidade que convida ao caminhar, ao pedalar, ao observar e, onde o wellness não está concentrado em um endereço específico, mas sim espalhado pelo urbanismo, estética e ritmo de quem vive ali.

Nesta edição da newsletter, compartilho uma experiência que traduz com muita precisão o jeito Itbrands de viajar em 2026. Uma experiência urbana, sensorial, madura, sem pressa e sem rigidez.

Vamos juntos?

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O cuidado começa antes do destino

Meu voo do Brasil foi quase diurno, daqueles que chegam bem cedinho, o que já muda completamente a experiência de chegada à Europa. Voar direto para Amsterdã facilita muito o começo da viagem, e a experiência com a KLM deixa esse trajeto ainda mais agradável. A aeronave moderna e o conforto do voo fazem com que a viagem comece antes mesmo do pouso. É o tipo de rota que dá vontade de pensar Amsterdã não só como destino final, mas como uma excelente porta de entrada para a Europa, daquelas paradas que fazem sentido no início ou final de qualquer roteiro.

Um hotel que convida à descoberta

Me hospedei no Pulitzer Amsterdam, um hotel que surpreende justamente por não parecer grande, mesmo tendo cerca de 225 quartos. Ele ocupa um quarteirão inteiro formado por 25 antigas casinhas da Era de Ouro holandesa, todas conectadas entre si. Entre uma casa e outra surgem pátios internos, jardins, corredores, escadinhas e pequenos desníveis. A sensação é a de atravessar uma pequena cidade dentro da cidade, descobrindo o espaço aos poucos, até chegar ao quarto. Cada um é diferente do outro, com design contemporâneo impecável, mas respeitando a arquitetura original. O meu tinha janelões com vista para os canais, daqueles cenários que fazem a gente parar e simplesmente olhar.

O serviço é um capítulo à parte e talvez o grande diferencial de toda a experiência. Discreto e profundamente humano. Daquele tipo de hotelaria que lembra outro tempo, mas sem abrir mão da sofisticação e da eficiência. Tudo acontece com naturalidade, sem excessos, mas com uma atenção silenciosa em cada detalhe. Existe um cuidado real em fazer você se sentir bem, acolhida, amparada, e confesso que adoro aquele sim para tudo quando ele vem com intenção. Me sentir cuidada assim é um luxo raro.

Sou completamente apaixonada por um bom concierge e o Lars foi impecável. Ele entendeu imediatamente o nosso ritmo e o tipo de experiência que buscávamos. Indicou restaurantes e delis deliciosos, organizou os ingressos dos museus e, no fim do dia, aquele gesto que diz muito sobre o cuidado: um envelope lacrado deixado embaixo da porta do quarto, como uma carta, com os lembretes de horário, endereço e reservas. Pequenos rituais que transformam a estadia.

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O luxo do cuidado humano

E o wellness nisso tudo apareceu de forma muito natural, quase sem anunciar sua presença. O The Beauty House não é um spa tradicional de hotel, mas uma verdadeira casa de beauty e bem-estar urbana, com entrada independente pela rua e acesso pelo pátio interno do Pulitzer, aberta tanto para hóspedes quanto para o bairro. Essa integração com a cidade torna a experiência ainda mais autêntica. Fui presenteada com uma massagem e me permitir pausar no meio do ritmo urbano, sair do automático e simplesmente estar, fez toda a diferença. Tudo ali acontece sem pressa, com cuidado e personalização. No inverno, com o frio intenso do lado de fora, essa pausa ganhou ainda mais força. Para mim, wellness é exatamente isso: saber parar e cuidar do corpo mesmo quando a cidade segue pulsando ao redor.

A gastronomia segue essa mesma lógica de integração com a cidade. O bar e o restaurante também têm entrada pela rua e são referências locais, daqueles lugares que fazem parte da vida do bairro. O café da manhã acontece no Jansz, delicioso e com um clima que convida a começar o dia sem pressa. À noite, no bar, bons drinks, comida impecável e a sensação de estar vivendo a cidade de verdade, não apenas passando por ela.

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Amsterdã em diferentes ritmos

Apesar de estar em Amsterdã no inverno e ainda ter a sorte de pegar uma nevasca rara, que não acontecia há mais de vinte anos e deixou a cidade completamente branca e mágica, é fácil imaginar como ela se transforma na primavera e no verão, quando os canais se enchem de movimento, as bicicletas tomam as ruas, as floriculturas ganham cor, as livrarias convidam a ficar mais tempo e as salas de música e museus, concentrados em uma grande praça de arquitetura moderna, viram pontos de encontro.

Antes de seguir caminho

Parto com a ideia de que Amsterdã é uma cidade que convida naturalmente a gente a sair das telas, a caminhar mais, a pedalar sem pressa, a observar. Uma cidade leve, fluida, madura, que estimula um jeito menos performático de viajar e abre espaço para uma experiência mais livre e sensorial, daquelas que a gente merece experimentar em um mundo cada vez mais dominado pela aceleração digital. A cidade funciona muito bem também como um capítulo de uma viagem maior. Ficar três ou quatro dias ali antes de continuar o roteiro pela Europa pode mudar completamente a experiência. Você chega, respira, se organiza internamente, vive a cidade com calma e segue viagem mais presente e aberta ao que vem depois.

Essa viagem foi, para mim, uma tradução muito clara da maneira do Itbrands de viajar. Um jeito que valoriza referências, percepção, bem-estar no cotidiano, experiências sensoriais e tempo offline. Um jeito que entende que o luxo está no cuidado, na mobilidade urbana e no contato real com o que é essencial.

Amsterdã foi essa pausa no meio do caminho. Um lugar para chegar, se nutrir e seguir viagem renovada.

Volto inspirada e ainda mais certa de que viajar também é uma forma de se cuidar.

Com carinho,
Lu
Founder Itbrands

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